Em resumo: quando a depressão não melhora mesmo com o uso correto da medicação, chamamos isso de depressão de difícil controle, ou resistente. Isso não significa que não há mais o que fazer. Significa que é hora de reavaliar o diagnóstico e considerar outros caminhos, que vão do ajuste do tratamento a recursos como a Estimulação Magnética Transcraniana (EMT) e a escetamina.
Nem toda depressão responde igual
Cada pessoa responde de um jeito ao tratamento. Uma parte melhora bem com o primeiro antidepressivo, mas outra parte não. Quando o quadro não cede depois de dois ou mais tratamentos feitos de forma adequada, em dose e tempo suficientes, falamos em depressão de difícil controle.
É um momento que costuma vir acompanhado de cansaço e desânimo com o próprio tratamento. Por isso faço questão de dizer: não melhorar com os primeiros remédios não quer dizer que a sua depressão não tem solução.
O primeiro passo é reavaliar
Antes de trocar tudo, vale revisar o essencial:
- O diagnóstico está correto? Alguns quadros, como o transtorno bipolar, são tratados de forma diferente.
- A medicação foi usada na dose e no tempo certos?
- Existe alguma causa física por trás, como apneia do sono, alterações da tireoide ou falta de ferro e vitaminas?
- Sono, álcool e outros hábitos estão atrapalhando a resposta?
Muitas vezes, ajustar esses pontos já muda o rumo do tratamento.
Caminhos além da medicação
Quando faz sentido, existem recursos que vão além dos antidepressivos comuns:
- Estimulação Magnética Transcraniana (EMT): um tratamento não invasivo, sem cirurgia e sem anestesia, com boa evidência na depressão de difícil controle. Saiba mais sobre a EMT.
- Escetamina endovenosa: uma opção para quadros graves e de difícil controle, com resposta que pode ser rápida, sempre com avaliação e monitorização. Veja a página sobre a escetamina.
- Combinações e ajustes de medicação, quando indicados.
- Psicoterapia, que somada ao tratamento aumenta as chances de resposta.
Você não precisa passar por isso sozinho
Se você sente que já tentou de tudo e nada mudou o suficiente, vale começar por uma reavaliação. A partir dela, dá para montar um novo plano, com honestidade sobre o que pode ajudar no seu caso.